sábado, 30 de agosto de 2014

FAZ UM ANO...

Um ano que passou num ápice e no qual não pude acompanhar esta "cria" tal como gostaria e imaginava.
O Nascendo não morreu e tal como esta atenta loba, irei alimentar a cria de forma mais atenta, embora o sentimento permaneça, de forma redobrada.
Mesmo assim valeu a pena e não me arrependo!
Um Bem Haja a todos pela forma carinhosa e amiga como por aqui passaram. Assim sendo, vale a pena continuar.
Até breve.


terça-feira, 22 de julho de 2014

VOU DE FERIAS!

AI QUE CHEIRINHO


Estes gaiatos mais novos, correm que se pelam...
Alegria, descanso e divertimento sabe bem a todos, portanto toca a acelerar, tempo de ferias!
Boas, do fundo do coracao. 

XicoAlmeida

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Hoje repousa no panteao nacional.






I
Não és navegador mas emigrante
Legítimo português de novecentos
Levaste contigo os teus e levaste
Sonhos fúrias trabalhos e saudade;
Moraste dia por dia a tua ausência
No mais profundo fundo das profundas
Cavernas altas onde o estar se esconde
II
E agora chega a notícia que morreste
E algo se desloca em nossa vida
III
Há muito estavas longe
Mas vinham cartas poemas notícias
E pensávamos que sempre voltarias
Enquanto amigos teus aqui te esperassem –




E assim às vezes chegavas da terra estrangeira
Não como filho pródigo mas como irmão prudente
E ríamos e falávamos em redor da mesa
E tiniam talheres loiças vidros
Como se tudo na chegada se alegrasse
Trazias contigo um certo ar de capitão de tempestades
— Grandioso vencedor e tão amargo vencido –
E havia uma veemente emoção em tua grave amizade
E em redor da mesa celebrávamos a festa
Do instante que brilhava entre frutos e rostos
IV
E agora chega a notícia que morreste
A morte vem como nenhuma carta

Sophia de Mello Breyner Andresen (1989)

sábado, 28 de junho de 2014

Airport - The Motors

A "MINHA" BANDA



E que banda, meu Deus...
Imaginem um adolescente vindo do interior onde os locais maiores pouco mais tinham de mil almas e aterrar nesta Lisboa.
Havia que integrar e assimilar novas vivencias, mesmo trazendo alguns estudos e referencias pessoais.
Mas o frenesim que se vivia a seguir ao 25 de Abril, nada impedia, muito menos o sotaque beirao, carregado como o de outras provincias.
E la me fui ambientando, ate ficar rendido. As festas religiosas das aldeias, nada tinham a ver.
E meses decorridos la fui ao saudoso Pavilhao de Cascais, mais alegre ainda que o Estadio da Luz.
A musica era outra. The Motors, conhecia de nome tal como os Ten Years After, com aquele louco baterista chamado Barry Wilson, por nao esquecer as pulseiras...
Bateu forte e senti arrepios nem sei de que, apenas foi fabuloso.
Entretanto formamos fruto da vivencia e estudo, um grupo de amigos e animados e vivos como eramos, entre os cinco compramos um "carrao", Opel Kapitan de seis cilindros, tipo banheira americana, tocando a cada um quatro contos, quase vinte euros agora.
O que tinha a carta conduzia e la fomos conhecendo o "nosso" Portugal.
Ate que os Motors, voltaram a Cascais e la fomos no "gigante" americano. Grande concerto!!!
Acabado, dois em cima do tejadilho, na boa, tudo a cantar, ate a policia mandar encostar e dormirmos na esquadra.
Mesmo assim "acordamos" a cantar Airport, como se nao tivessemos um aviao apreendido no parque.  

domingo, 22 de junho de 2014

HEROIS DO MAR NO MUNDIAL

Pela historia!



"A Portuguesa"

Heróis do mar, nobre Povo,  
Nação valente, imortal,  
Levantai hoje de novo  
O esplendor de Portugal!  
Entre as brumas da memória,  
Ó Pátria, sente-se a voz  
Dos teus egrégios avós,  
Que há-de guiar-te à vitória!   

Às armas, às armas!  
Sobre a terra, sobre o mar,  
Às armas, às armas!  
Pela Pátria lutar  
Contra os canhões marchar, marchar! 


Hoje, contra a enorme America, o peso da tua grandeza e historia feita de coragem,  bravura  e sacrificios, voltara a erguer bem alto o nome de Portugal!
Vamos a eles...

quarta-feira, 18 de junho de 2014

ROTA QUEBRADA




Trova do Vento que Passa

Adriano Correia de Oliveira

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas 
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
[Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.