domingo, 7 de dezembro de 2014

Parabens, presidente!

Um grande bem haja pelo seu grande contributo pela liberdade e que no dia em que completa 90 anos, nem a idade consegue calar.


 

Socialista, Republicano e laico.

Lutar corajoso de dimensao mundial e tal como Nelson Mandela, de vida norteada "A luta e a minha vida. Continuarei a lutar pela liberdade ate ao fim dos meus dias.".

Que conte muitos... 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Vamos aos musgos!

Mal a malvada da mestre escola gritava em histeria "meninos, nao esquecam os deveres para amanha", como se nao fossemos sabidos  das nossas obrigacoes e num esgar de ironia, alguns com gestos menos proprios, ala que se faz tarde!
Logo, logo estava o Natal e o presepio nao esperava.
Primeiro os musgos...


Maneira simples de regressar ao espirito do "Nascendo".
Talvez por cheirar a Natal, sim que na altura era apenas a quadra e o que tal envolvia, sendo que nao era pouco. A ansiedade de uma camisola nova ou umas meias, quando nao umas botas compradas a "olho" na Feira Nova. O ano tinha sido de remendos!
Desse pouco (muito em magia), vinha a feitura do presepio, parco em adornos, ate porque as figuras biblicas da burrinha e da vaquinha, moravam vivas na loja por debaixo da casa e contribuiam com o seu cheiro natural e quentura.
Livres da escola, era ver a nossa correria para as matas, pois as nossas maes complacentes, aguardavam que os caldeiros e cestas viessem com os melhores musgos, mais verdes sem se partirem, o pinheirinho do bravo que eram uma praga de abundancia (lindos na altura), pinhas meias abertas, sem bicho e pedrinhas de seixo, reluzentes que feriam a vista. Ah! e a caruma...
Tal como na foto que "roubei", era nestes calhaus de granito que se apanhavam os melhores, virados ao sol para a serra de S. Pedro, mais bonitos e que aguentavam mais tempo em casa no presepio feito junta a uma janela ou sacada, quem tal tivesse.
Um regalo montar o presepio modesto, o pinheirinho nevado de bocaditos de algodao, figuras feitas manualmente e outras a imitar, ate um simples berlinde dava magia na falta das luzinhas electricas pois rara era a casa que tinha electricidade, quanto mais...
A mae ajudava. No dia 8 de Dezembro ja tinha metido num pucara as sementes de trigo a germinar, as "sementinhas do Menino" que iriam ladear as pedras e terra colhida em direccao a manjedoura.
E enquanto nao chegavao o Dia, uma carta de Africa, America ou Brasil, dos entes queridos ausentes, ia enfeitando a pequena arvore, tornando mais doce a festividade.
Era tao lindo e puro...

domingo, 23 de novembro de 2014

Daqui sentado...

Daqui sentado, neste  topo de granito corroido pelo tempo milenar, sobrevivente de fogos e confortado por caruma dos pinheiros e o cheiro resinoso, outrora colorido pelo balir das cabras e ovelhas, pintado pelo lugrube piar das noites da coruja, mocho e do ujo. Quando nao, e era amiude o uivar do lobo
Aqui chegado, revivo cada casa com rostos marcados, nao estas, mas as outras que ali estiveram.  




O tempo volta ao seu tempo, penso de modo acanhado. Mas diferente...
Cresceu a minha terra, que tal como as outras se cimentava nas raizes ancestrais, as malignas eram arrancadas a punho raivoso de gentes vingadoras da ma sorte, apenas por alma e confronto guerreiro de lavradores que esconjuravam as faltas de respeito, mesmo que fossem dos deuses.
Gente da minha terra!
Deixem que olhe...
"La ao fundo, ficava fulana, a casa era baixinha e tinha cinco filhos, o frio e fome que passavam."
"La no alto, havia uma casa ou outra, quando muito uns palheiros para o gado, mas era assim...".
"Aqueles remediados, aqueles sempre viveram bem...".
Agora tem muitas casas, modernas com bons carros encostados.
Agora tem festividades religiosas (aonde vao buscar tanta fe...) constantes etambem as da terra, oferecidas pelas comunidades.
Deixem que olhe...
Mesmo parecendo familiares os pinheiros da encosta e mirando por cima das suas copas, nao vislumbro a escola da minha terra, a mesma em que andei.
Regresso pensativo, a minha escola fechou, nasceu gente para a politica e verdade, verdadinha...
A unica coisa nova e ampliada, foi o cemiterio!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A fome faz sair o lobo do mato

Parece indeciso em descer as ravinas alcantiladas das serranias, seu refugio natural, desafiando os dominios do homem e se necessario tal enfrentar.
Pelas crias resguardadas por calhaus que tinha de alimentar...


Este, o tipo de lobo que conheci em crianca, mistificado em medos demoniacos, pai de todos os males!
Tenho a felicidade de os ter visto ao longe e num dia de madrugada, a loba na vereda de um pinhal iluminado pela lua cheia, levar as crias atras dela, presumo que para casa. A vida deles.
Tinha tido o dissabor de terem numa vespera de Pascoa ido ao patio dos meus pais e levarem o meu primeiro cao e fiquei a ter por eles um odio tremendo depois  "amolecido" por esta cena.
E fui ganhando um carinho muito especial por eles e crescendo no modo de ver a sustentabilidade da natureza. Quando um cacador furtivo passeava pela aldeia com um lobo morto dependurado de um pao e angariando a gloria do seu feito em troca de alguma comida sob a forma de ovos ou um bocado de carne de porco, a garotada corria incredula atras, a ver o "monstro".
Hoje os poucos que restam, parecem acreditar que sao malevolos ate se extinguirem, sina deles...
Nunca foram tao mediaticos, aparecem quase diariamente em canais televisivos por "abuso".
“Esta semana foram vistos três perto da aldeia”, 

“Os animais não são indemnizadas pelo justo valor”.

E  quando o lobo desaparecer dos montes das nossas aldeias...
Queiramos ou nao, as gentes apesar dos receios e prejuizos tem carinho pelos lobos e muita pena terao ao os verem desaparecer. Quase que aposto que havendo concerto pelas perdas, os escassos lobos e rebanhos andariam amigos sem qualquer deles vestir a pele de cordeiro.
O lobo tem muita dignidade. Merece respeito.

domingo, 9 de novembro de 2014

Parabens por abrires janelas da nossa aldeia...

Pequeno espaco este meu, mas que com muito carinho, cada dedo de uma mao, agradece e te sauda. Na tua generosidade abnegada, no teu sacrifico, na tua inteligencia e amor a uma aldeia que "in loco" por interesses te tentaram menosprezar. Sei do que falo, mas quem ficara na memoria, serao os pergaminhos escritos na tua "sebenta".

Fica para ti esta melodia sob a forma de tributo, talvez gostes...
Para mim, guardo a esperanca de contigo voltar ao blog dos forninhenses.
Um beijo.


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Arrumar a trouxa

Corre o Outono para o Inverno de modo louco. Apressado e mal educado sem deixar o tempo ter tempo...



Ainda se carregam o que resta das sementeiras as costas. Como ele corre o Outono. Deixe que ao menos se va apanhar a lenha, se agasalhe a comida para as cabras e ovelhas, as couves para as pitas...e um resto de miscaros.
Logo cai a geada e o arreliar da molestia dos ossos.
Mas como diz o Zeca, ja chega o tempo de arrumar a trouxa e ...